dada

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[ Quinta-feira, Outubro 20, 2011 ]

 
Nem só de encantos vive o mundo
Em certas horas, é possível observar que há provações por demais nesse ambiente em que habitamos.
É preciso determinação para atingir objetivos, é preciso ter esses objetivos bem nítidos, para que não perca de vista no meio a tormentas que o destino nos traz.
E a sabedoria para parar e pensar se é exatamente oque quer.
Nem sempre as decisões estão nas nossas mãos.
É preciso ter paciência, calma.
Caso um companheiro caia, um ente deixe esse mundo, um amigo o traia.
Tudo pode acontecer nesse carrossel de maravilhas e desgraças que é a Terra.
Entre dúvidas e certezas, seguindo oque o coração nos diz, mesmo com todas as dores, siga.
Siga em frente rumo aos seus sonhos, pois uma vida sem sonhos, perece, se torna dura e cheia de mentiras, uma vida escondida da luz do pai Sol.
Que nossas almas se bronzeiem à luz das verdades, que nossos corpos se encham de saúdes para enfrentar as escolhas e ciladas da Vida!!!!
Que a bússola da razão nos leve onde todos merecemos!!!!! Rumo a felicidade!!!!

<$Davi Maroto$> [9:31 PM]

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[ Domingo, Julho 31, 2011 ]

 
O CHAMADO

Quando o velho guerreiro Matsu chegou na sua antiga residência na aldeia do vale, para finalmente receber a noticia de sua mais esperada aventura, sua estrutura já não era a mesma.
Sua fé inabalada, que deixara nas mãos dos impunes aristocratas das cidades longínquas e dos bárbaros da província dos desesperados, também estava parcialmente desgastada.
Se não fosse por sua astúcia de camuflar-se entre árvores mortas, ou seu mais fiel disrfarce, o de velho bobo da corte, talvez não tivesse sobrevivido as tão longas jornadas pelo mundo errante de Abra-te sésamo.

Mas ao ouvir um grito distante, imediatamente seus sentidos lhe apuraram algo que há tempos não distinguia dos milhões de sons macabros e sinfonias reluzentes.
O tesouro de criança havia sido descoberto.
Mais que depressa, levantou-se de sua cadeira de palha, cobertas pela poeira da estrada e das cinzas de seu cachimbo, herança de seu avô. E pôs-se a ir à frente da varanda para ver de onde vinha tal chamado.
Era além. Além do horizonte. E das tumbas faraônicas dos heróis sem honra da velha poli em ruínas. Resolveu que era esse seu destino, ou simplesmente constatou. Caiu de joelhos, pediu perdão. Pediu forças.

E então, resvalando suas propensões ao desânimo, preguiça e conformismo... O velho guerreiro voltou a acreditar. E decidiu partir
(continua...)

<$Davi Maroto$> [6:00 PM]

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[ Terça-feira, Maio 24, 2011 ]

 

Professor: Hoje, eu vou provar pra vocês que se Deus existe, ele é mal. Deus criou tudo que existe? (pausa)

Professor: Se Deus criou tudo… então ele criou o mal. O que significa que Deus é mal.

Um garotinho lá atrás levanta a mão .

Garoto: Com licença, Professor… O frio existe?

Professor: Que tipo de pergunta é essa? Claro que ele existe. Você nunca teve frio?

Garoto: Na verdade senhor, o frio não existe. De acordo com as leis da física, o que nós consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.

O garoto continua: Professor, a escuridão existe?

Professor: Claro que existe.

Garoto: Você está errado senhor. A escuridão também não existe. A escuridão, na realidade, é a ausência de luz. A luz, nós podemos estudar mas não a escuridão. O mal não existe, é a mesma coisa da escuridão e do frio. Deus não criou o mal. O mal é resultado do que acontece quando o homem não tem o amor de Deus presente em seu coração.

O garoto se senta.


Professor: Como é seu nome garoto?


Garoto: Albert Einstein, senhor.

<$Davi Maroto$> [10:41 PM]

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[ Terça-feira, Maio 17, 2011 ]

 

Limbo

Num lugar tanto meta espacial, abrevio numa reflexão minha estada por aqui.
Dos caminhos que trilhei, das marcar que ganhei, das tormentas que sempre rodearam e algumas vezes até derrubaram todo meu aparato. Que hoje venho lutando para reerguer, reestruturar. Uma vez perdido, todas as fugas foram vãs. Porque não há inimigo quando não se sabe quem é. Buscando o desconhecido, neguei minha inerente sombra óbvia e a procurei por outras luzes que não aquela que vem do Sol.
Em nebulosas luzes lunares, minha inebriante silhueta derramou-se num êxtase sem fim. Retardando o inevitável final . Pois até aquele que é tudo, é para sempre até que se acabe.
Entre as novas tintas, cores e sabores me recrio numa surumbática carcaça à busca do sopro do inominável, que arrisco em algumas letras nomeá-lo: -AMOR


<$Davi Maroto$> [5:58 PM]

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[ Quarta-feira, Abril 20, 2011 ]

 

Assumir-me

Doravante assumirei meu ser, minha conduta, perseverante, irritante em busca do saber
Irradiante de amor, lutarei com e contra gregos e troianos por tudo oque me dá prazer
Astutas melodias, escutarei prá me aproximar, daquilo que sempre espreito, mas exito em atacar.
Minha presa, minha musa, objeto de obsessão
Minha Lira, minha Deusa, meu eixo de beleza, que confunde, ludibria, encanta e ilude tudo oque entendo como coesão
Se vindes prá libertar-me, que venha nua. Mas se vem para afrontar-me, venha linda, venha sua, e nunca, nunca venha minha.
Pois minha é a dor, meu é o torpor, minha é a Lua, que de outra forma que não fosse, seria estrela, das mais brilhantes, que cintila para todos oque a que vêem. E sem que me faça especial, me lembro que minha mesmo, é só uma referência...
Pois tudo oque é meu, já aprendi. Apenas: NADA. E isso é o bastante.
Novamente, doravante assumo:

Meu é nada, e tudo... Tudo é você


<$Davi Maroto$> [5:35 PM]

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[ Sexta-feira, Fevereiro 25, 2011 ]

 
NÃO TROCARIA O AMOR POR MIL VAGINAS!!!! NÃO O VENDERIA POR HUMBILHÃO!!! NÃO O DEPOSITARIA NUMA CONTA CORRENTE NEM NAS ILHAS CAIMÃ!!!! E... HEI!!!!! CADÊ O MEU AMOR!?!? ESTAVA AQUI AGORA? OQUÊ???
PRESO POR ESTELIONATO EMOCIONAL?????
POR ISSO QUE ESSE PAÍS NÃO VAI PRÁ FRENTE!!!!!!!!!
HEI!!!! CADÊ MINHA INDIGNAÇÃO QUE ESTAVA AQUI????????
<$Davi Maroto$> [12:14 AM]

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O MESMO
No mesmo quarto se encontra a mesma cama, o mesmo armário, mesma mobília.
A poeira e teias de aranhas são outras, mas é a mesma sujeira...
A sujeira do descaso. Digo casa. Sim. A mesma casa.
É possível mudar a percepção das coisas, como num estalar de dedos, ou num piscar de olhos. Mas...
Será que as coisas já não estariam ali?
A física quântica diz que não.
Mas todos que falam, dizem que sim.
... Ainda não sei em quem acredito.
De qualquer forma, não estou pronto prá mudar tanto as realidades de forma que não haja um trabalho fundamentalmente físico para consumá-la. Ou seja.
Um olhar, no momento ajudaria a ver as coisas de uma forma mais simples, sem que me envolvesse emocionalmente e pudesse movê-las sem crer que jamais poderiam sem movidas.
Há histórias de crianças que ergueram carros ou objetos extremamente pesados, “humanamente impossível” para salvar mãe ou alguém bem quisto. OU ainda um besouro que voaria sem ser explicável sua aerodinâmica. De forma que sua asa não suportaria seu peso.
A explicação:
Eles não sabiam que NÃO PODERIAM LEVANTAR/VOAR.
Bela explicação não?
Bem, o lugar onde quero chegar é exatamente esse.
Uma vez que estabeleço um limite, ele existe.
A física quântica diz que o mundo foi feito pelo pensamento. A bíblia, que foi um Deus criador (ok, semelhante...).
Tenho um amigo que jura que foi ele... Mas.
Daqui prá frente...( se bem que veio o Einstein e fodeu com tudo), assim sendo, na linha cronológica de minha breve vida, posso controlar minha visão, incluindo meus pensamentos, de forma que de maneira sucinta, possa ter o mesmo quarto, a mesma cama, mesma mobília, mesma sujeira, mas ainda assim, serem outros.
Apenas um ajuste na visão.
Meu quarto é o mundo. E dessa forma...
Deus do céu!!!!!! Terei um novo mundo!!!!!!!!!!!!!!!!!

<$Davi Maroto$> [12:04 AM]

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[ Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011 ]

 
Olhares

Olho o mundo com olhar de outrora

como mudo, como surdo, cego à visão

Como surta um olhar no espelho a enganar toda minha percepção.

Como pode ser contrário sem haver contravenção?

Como pode ser imaginário, se traz dor ao coração?

Como pode ferir tanto ou alegrar sem ter sequer intenção?

Com atenção olho no fundo do fundo do olhar

E mergulho

Na imensidão
<$Davi Maroto$> [11:44 PM]

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[ Terça-feira, Fevereiro 22, 2011 ]

 

AREIA, TEMPESTADES E O MAR
O destino das rochas, da bonança e do rio.
.

Houve um tempo em que construir castelos era simples.

Sem planos, sem medidas, parâmetros ou crítica.
Hoje, penso tanto em plantas, projetos, planilhas, orçamentos, que a coisa nunca se concretiza...
Além do mais... quando a onda cobre a praia e destrói meus castelos. lembro de todas as ondas que já quebraram.
Mas antes era mais fácil... Era só começar de novo.

Mas...

E agora????



Agora vou ter que aprender a nadar...

<$Davi Maroto$> [11:17 PM]

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[ Quarta-feira, Junho 23, 2010 ]

 
Como uma onda (sem sofismo...)

“Nada do que foi será do jeito que já foi um dia...”

Sem dúvidas essas palavras aplacam meu coração.
Cá estou eu, pouco antes da arrebentação. Ou depois, dependendo maneira que se vê o mar.
De qualquer forma, é um lugar antes delas se erguerem, e conseqüentemente de se quebrar.
Parado, penso no mundo, na minha vida, na minha história.
De todas as empreitadas em que estive...
Nos tubos, dropadas e caldos que já levei.
Das vezes que fui até a praia, e na areia, me esfolei.
Medo. Dor e traumas. Que arrego no espírito.
Mas. A vida é assim, companheiros. Num dia, gigantescas ondas havaianas, outros... Imensa ressaca.
Se a vida vem em ondas, qual delas pegarei? Qual delas, enfrentarei para dar sentido a minha humilde prancha vital?
É, filosofias do covarde, reflexões do medroso, essa é a vida do que não vive. Do conformado surfista aposentado.
Mas...
Não. Não me aposentei...
Será que estou velho?
Definitivamente não.
Então me machuquei...
Será?
Tá subindo uma onda. Pode me levar para a crista, pro tubo ou rochedos.
Pode ainda ser, que depois... Me dê um caldo nas areias esfoliantes.
Ou se dissolva num suave aterrissar.
O importante é surfar, portanto.
Essa onda é minha.
-Banhistas e domingueiros: -Cuidado!!!
Porque a temporada do Surf está apenas começando!!!



<$Davi Maroto$> [5:29 PM]

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[ Terça-feira, Novembro 24, 2009 ]

 
About me

Sou assim, um perfeito idiota.
Quando não sou tudo, sou nada.
E quando nada, pereço.
Parece-me às vezes que vai dar certo, mas minha euforia e crescente expectativa dissipa tudo o que é ou viria a ser. Porque falo demais.
Porque sou tolo.

Por tantas vezes preso, sou personagem preso aos emaranhados fios de meus próprios pensamentos... Queria ser eu, em essência, cuidando do jardim e admirando as borboletas. Que voam, que dançam, que se vão...

Se minha ansiedade não... fosse tão parte de mim.

Se meus desejos não fossem, tão desesperados.

Se meus sonhos não fossem tão. Sonhados, poderia viver em paz.
Quem sabe um dia. Que eu sentir as placas tectônicas se moverem, o som das geleiras descongelando e o mundo se acabando, talvez morra mais lentamente...
Vivendo momentos de um amanhã incerto, certamente perderei meus pés.
Que já foram troféus.

Minhas mãos já não tocam minhas angustias, avivando em Sol maior.
Minhas juntas já não respondem como o guerreiro que outrora fui.
Estou tornando o que mais temo.
Homem, assalariado. Descontente do acordar.
Do locomover, do relaciona, do amar.
Que sobra nessa vida?

Sobra tudo que matéria.
Matéria do que tudo é feito.
Matéria palpável.
Matéria de ver.

Mas nessa matéria...

Repeti.

<$Davi Maroto$> [12:00 AM]

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[ Segunda-feira, Novembro 23, 2009 ]

 
Planos e metas.
Típico conjunto de palavras de um mundo atual e em desenvolvimento.
Mas isso tudo é assim desde o início.
Quando Deus, o todo poderoso criou o mundo, tinha planos e metas.
Sem dúvidas é necessário para que algo de fato seja construído.
E logo eu... Que jamais quis me prender a planos, planejo planejar alguns deles.
Trabalho, auto-realização. Amor.
Saúde, moradia, obras.
Que seria de um pintor, de um pedreiro, de um demolidor sem um plano traçado?
Não digo planos infalíveis, como os do Cebolinha, mas planos de curto prazo, onde traço algo em vista.
Vista.
Não tinha me planejado, mas... Preciso ir ao oculista, dermatologista, ginecologista, acupunturista, massagista e analista...
Talvez se tivesse me programado melhor não teria que remediar.

O homem voa graças aos planos de Santos Dumont... Santo homem, do aero... Plano.
Planos de governo, planícies e planalto central.
Planejo uma maneira de não ter planos.
Que seria dos mapas de tesouros?
Que seria dessa minha viagem?
Que seria?
Se... ia?
See...
Óbvio

ób.vio
adj 1 obvious, plain, evident, unmistakable. 2 manifest, not to be doubted. 3 visible, patent, clear.


<$Davi Maroto$> [8:29 PM]

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[ Domingo, Novembro 22, 2009 ]

 
Após muito tempo de transições, viagens e viagens e imagens, fiz as pazes com Deus.
Ainda mais.
Fiz um acordo com ele...
Me seguraria para que ele me mandasse um bem.
Bem. A princípio um bom trabalho, boas expectativas e um bem querer. Menina dos olhos.
Não entendo muito de "os segredos", leis causais nem destino, mas sei oque hoje vem afetando meu espirito.
Oque mais me encafifa é:
Oque determina o amor? A paixão?
Será que temos aquilo e depositamos em algo, ou algo vem e "atrai"
aquilo que temos?
Só sei que algo em mim despejou-se e está saindo por meus poros.

Não sei se acredito em destino, muito menos em coincidências.
Mas se alguém sabe oque está havendo, haverá de me dar razão. e muita força. Pois sabe que preciso.
Por que sou frágil, porque sou volúvel. Porque sou de carne e osso...
Porque sou coração também.

Mas vou seguir e me atirar nisso, que meu coração clama pelo mergulho.
Não vejo nada além de meu metro cúbico, além de um passo...
Mas com 4 pés, sei que posso andar além do arco-íris.
porque meus 2, já se cansaram...
Porque meus jois, já não se entendem.
Porque meus 2, não chegam a 3...
Matemático, lógico.

Assumo meu condão.
Truco!!!!!
E arrisco tudo hoje.
Só por hoje...
Amanhã, quem sabe?
Destino que nos aguarda...

"Previously on lost..."

Passado.

CARPE DIEM!!!!


<$Davi Maroto$> [8:46 PM]

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[ Sexta-feira, Janeiro 11, 2008 ]

 
Hélices vértices circundam o parágrafo.
Canais
Cataclismas ancestrais ocilantes da magnitude de outro em pó.
Cheira a mofo, cora a ferrugem do fogo de outrora.
Cai em si e ri, vendo o siri andando em ré. Maior. Sustenido.
De repente. Um gato entra na cozinha. Com uma mancha ruiva de seus ancestrais nórdicos.
Chamei-o de Thor o gato torpe.
Então batizado. Ele se foi.
Laranja podre é a mecânica em desuso. Se voa, só na Holanda, por que a da quitanda é uma facada. De três gumes, e pequenos gomos.
E que cor é essa? Essa mesma!!!! Aquela cor de lesma salgada.
Laranja? Eu? Me poupe!!!!!
Nem sou engomado.
Jirimum, que gira imundo, travestindo o Halloween.
Que me diz, Charlie Brown?
- Gostosuras ou travessuras?!?!?


<$Davi Maroto$> [10:04 AM]

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[ Quarta-feira, Novembro 14, 2007 ]

 

<$Davi Maroto$> [3:29 PM]

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[ Terça-feira, Outubro 16, 2007 ]

 
UM DIA SENSACIONAL



Ai, ai..
Hoje, após tantos desvarios e trabalhos oriundo do mês das crianças, fui ao meu sensacional analista.
Depois de um breve e longo papo (contraditório, não?), fui pra av. Paulista caminhar.
Como o de praxe, peguei o “Ana Rosa” e fui observando o caminho. Após uma rodada, adentrei no Prédio do SESC, onde estava instalado o 16°Festival Internacional de arte eletrônica SESC-_videoBrasil.
Uau!!!!

Fui de curioso e entrei glorioso, vestido de mim, apenas eu, deparando-me com um aparato de modernidades fantásticas, abrangendo artes áudio-visuais e instalações prá lá de futuristas.
Mas o que mais me chamou mais atenção, foi a obra de um andar inteiro, destinada à um autor chamado Peter Greenaway.
Que criou um personagem chamado “Tulse Luper”. Um sujeito que nasceu em 1911 no País de Gales e recontou tudo que passou-se pelo séc. 20.

Desde seu nascimento até seu sumiço aos 92 anos de idade. Número curioso esse, já que o autor tinha um certo fascínio com tal n° que representa o elemento Urânio na tabela periódica. Vale a pena conferir. Vai até dia 25 de outubro agora, de 2007.
Bom. Lá em meio às malas de Luper, transitei por sonhos já vividos por mim ou, de uma forma semelhante. Curioso como o homens mais... humanos, sei lá, se parecem...
Parece que eu tinha de estar lá, ver tudo aquilo e mais.
Me apaixonar por sua vida, suas obras e principalmente... Sua amante.
Em meio às palavras repetidas de: suspect, suspect... De iluminada e envelhecida cadeira avistei num susto, a figura delicada e imortal.
Estava lá.
A adormecida dama de “Suitcase”.
A amada e imortal musa de Tulse Luper.
O susto foi a visão de uma mala aberta,de forro vermelho sangue, onde uma jovem moça dormia.
Ah. Que visão.


Bom... Depois de rodear a atriz/personagem/amante da obra, pedi a permissão para vasculhar seu diário. Obra viva da atriz que aviva a obra em aberto do mais novo objeto de estudo desse que vos fala.
Sei que me apaixonei por completo. Pela mostra, pelo prédio, que tem um café ótimo e barato na cobertura do 15° andar da Paulista, pelos artistas e obras que mesclei num sincronismo interpretativo de danças primitivas e causa de estranhamento dos passantes(resumindo: Fiquei com o fone de uma obra, dançando, saracoteando, jogando com as obras vizinhas... Uma miscelênea...)
E finalmente pelo personagem criado por esse autor que colocou a tal atriz para ser a amante e eu me apaixonar pela figura amante do personagem do autor que ... Ah. Isso tudo...
Bom... Entre todas as sincronias, semáforos que se abrem na hora certa, pessoas que trafegam perfeitamente, o Sol, o vento, as luzes, posso dizer que... Sim. Foi um dia perfeito.

Ah. Sim... Acredito em perfeição, agora só falta acreditar em dia após o outro... Ah, nada como um dia após o outro.
De resto.

Blecaute

<$Davi Maroto$> [11:29 PM]

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[ Sexta-feira, Setembro 21, 2007 ]

 
DIVAGANDO POR ENTRE VÃOS.


Atravessando o deserto de ataques mundanos, reconheci-me no reflexo das areias escaldantes.
Uma miragem?
Talvez.
Onde estará o próximo oásis?
Será que caminho para qual direção?
De manhã tenho o Sol a me guiar. Mas nesses dias nublados fica difícil de se encontrar.
Minha bússola perdeu o toque. Gira, gira sem direção. Meu buço, como antenas táteis no escuro gatuno, busca abrigo num nervoso ronronar.
Onde vou parar assim?
Como parar assim?
Errem-me, setas desvairadas de absurdas calúnias e depreciações. Suas penas não podem abrigar minha solidão.
Penas de galinha não são para voar. Mas ainda agasalham pintos.
O galo não pára de cantar.
Canta pra quem, criatura. Pra si.
Pra lá. Lá maior.
Enquanto aqui, num rouco sustenido, grito surdamente.
Pra dentro de mim.

Quando eis que surge uma nuvem. Cristalizando sonhos, rejuvenesce-me no que sou.
Sou águia, a voar sobre criptas de gentes tristes. Sou alado, aliado a meus amigos para que não caiamos no pântano das criaturas sobreviventes. Que de tão crentes de seus anseios, excluem-nos, maioria. Para sozinhos, se salvar.

São gentes, santos, saias, surdos, e tamborins que ensaiam seu solo em plena evolução da bateria.

Bem estabelecida no fosso, a orquestra afina seus instrumentos num acorde uníssono, e catastroficamente grave.



<$Davi Maroto$> [3:52 PM]

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[ Quinta-feira, Agosto 02, 2007 ]

 
Equilibrando-se, atacado por paus e pedras sabe-se lá de onde, o sujeito vai. Hesitando responder se o guarda-chuva é paro seu maior equilíbrio, ou prevenido por uma possível chuva. Suas galochas sujas ainda levam resquícios de suas jornadas mundo afora. No seu rosto marcas de tombos e quedas, de fracassos e perdas de equilíbrio em pleno trapézio.
Pelo seu bolso sai um jornal, que não se sabe se é de hoje ou do século passado, embora tenha fotos de crianças. Seus olhos assustados, ainda visam atentamente tudo que se passa ao redor.

Ao redor, olhos ansiosos contemplam o desespero do protagonista. Querem ver o leão devorá-lo. Pagaram pra isso.
Ah. Não se faz mais públicos como antigamente.
Muito antigamente.
Passando toda a sua vida diante de seus olhos, o desajeitado homem de fios de navalha pensa como cresceu sua barba, seu bigode.
Pensa como todos seus parentes, amigos e animais se foram.
Porque sua plantinha morreu.
Nesse exato momento, lembra-se de tudo. Sua infância, suas vigílias, seus medos, seus momentos.
Então o incerto e humano ser indaga algo e cai.

Cai e acorda.

O que ele indagou? Não importa

Nem tudo são flores.
E ainda que fosse, nem todos a admiram e contemplam.
As cores... Nem todo mundo vê.
Árvores, nem sempre cresce-se como tais.
Pedras.
Frias e duras pedras, que já lotam os cenários e poltronas desse derradeiro picadeiro principal.
Pedras e paus.
Paus, ouros, espadas e copas cheias de coxinhas, esfihas e coffeebreaks.

O que ele perguntou em seu momento máximo, uno?

Depende.

Depende de quem pergunta.

<$Davi Maroto$> [5:44 PM]

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[ Sábado, Julho 28, 2007 ]

 


Pés.


Mas que coisa esquisita são os pés.
Essa parte sinuosa de nossos corpos que ficam tão lá embaixo...
Que tem dedos, calos, joanetes e que nos causam tanto desagrados.
Mas vou te falar uma coisa sobre os pés.
Passamos os dias inteiros sobre eles, que como nuvens, nos carregam por aí. Que nos direcionam antes mesmo de sairmos.

Que sente o chão.
Pés no chão. Paixão de solo e gravidade de tropeção.

Os pés dançam, driblam, chutam, sambam.
E ainda assim, deles nos esquecemos.

Registro aqui, então, meu amor aos pés.
Pés sofridos, apertados no sapatos, sacrificados pelos saltos e pontas de pés de bailarinas.
Pés-de-moleque, pés-de-cabra, pés de laranja-lima.
Pedem eles um momento ao mundo, para que nós o glorifiquemos como maravilha da anatomia de nossos corpos perfeitos.

Nossos tão companheiros pés.


<$Davi Maroto$> [2:44 AM]

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[ Quinta-feira, Junho 21, 2007 ]

 
Há quanto tempo já não me encontro comigo. Amigo velho.Amigo bom de longas reflexões, extra-meta-esse caos que se instaura.
Saudade, parte de mim que é bela. Que ama sem fim.
Quando nos perdemos de nós mesmos? Que conspiração, aspiração, piração, esse mundo nos prepara, nos impõe?
Será só ironia, acumulo de coincidências ou acasos?
Caso for, estarei preparado. E, muito embora esteja ferido, machucado de tanto desamor e futilidades contra, minha sina é fazer valer cada momento, e torna-lo infinito.
Sim. Preciso de remunerados, burocráticos e assalariados trabalhos. Ta na regra.
Mas como desanima esse turbulento manifesto pelos vis cifrões...





Ah, como desanima esse turbulento manifesto pelos vis cifrões...

<$Davi Maroto$> [2:21 AM]

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[ Domingo, Janeiro 07, 2007 ]

 
Bandolins
(Oswaldo Montenegro)

Como fosse um par que nessa valsa triste se desenvolvesse
ao som dos bandolins e como não
E por que não dizer
que o mundo respirava mais se ela apertava assim seu colo
e como se não fosse um tempo
em que já fosse impróprio se dançar assim
ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins

Como fosse um lar seu corpo a valsa triste
iluminava e a noite caminhava assim
e como um par o vento e a madrugada iluminavam a fada do meu botequim
valsando como valsa uma criança que entra na roda a noite tá no fim,
e ela valsando só na madrugada
se julgando amada ao som dos bandolins



<$Davi Maroto$> [8:38 AM]

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[ Quinta-feira, Dezembro 21, 2006 ]

 
"Se ao "Cacaso me quiseres"...

Poeta fantástico que rega sempre saraus de amigos noite afora.
Deixo aqui minha pequena homenagem ao poeta e toda a poesia que tenta no mundo se erguer entre
as colunas e vigas da cidade suja do pântano da humanidade.

Cacaso

"A maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata."
(Cecília Meireles)



Descartes
(Cacaso)

Não há
no mundo nada
mais bem
distribuído do que a
razão: até quem não tem tem
um pouquinho

Lar doce lar
(para Maurício Maestro)

Minha pátria é minha infância:
por isso vivo no exílio


Face a Face
Cacaso

São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração


Morena quando repenso o nosso sonho fagueiro
O céu estava tão denso, o inverno tão passageiro
Uma certeza me nasce, e abole todo o meu zelo
Quando me vi face a face fitava o meu pesadelo


Estava cego o apelo, estava solto o impasse
Sofrendo nosso desvelo, perdendo no desenlace
No rolo feito um novelo, até o fim do degelo
Até que a morte me abrace


São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração
São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião


Morena quando relembro aquele céu escarlate
Mal começava dezembro, já ia longe o combate
Uma lambada me bole, uma certeza me abate
A dor querendo que eu morra, o amor querendo que eu mate


Estava solta a cachorra que mete o dente e não late
No meio daquela zorra, perdendo no desempate
Girando feito piorra, até que a mágoa escorra
Até que a raiva desate


São as trapaças da sorte, são as graças da paixão
Pra se combinar comigo tem que ter opinião
São as desgraças da sorte, são as traças da paixão
Quem quiser casar comigo tem que ter bom coração



<$Davi Maroto$> [3:13 PM]

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[ Quarta-feira, Dezembro 06, 2006 ]

 

Gentes

Uma mulher

Duas mulheres

Três mulheres

Quatro? Ou um homem?

Ceerto, um homem.
Eu mesmo. Mesmo menino.

Outro homem?

Ah. Ai seria trabalho demais.

Que o próximo se crie. Criança sim, creio.

Mas de homem... Basta meu pai.
<$Davi Maroto$> [9:12 AM]

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E eis que quando todos já não esperavam mais nada... Volta à ativa este blog que vos fala.
Qto ao humilde autor, vai levando uma vida tranqüila e sem muitas aventuras, por isso vem à tona as aventuras de um mundo fabuloso e cheio de mistério, onde tudo e todos se encontram.

Contos, poesias, histórias e outras passagens que narram o dia-a-dia deste maroto e desconjuntado rapaz de estatura mediana, latino americano sem dinheiro no banco e com tanta coisa a contar. Mesmo sem ter um assunto em pauta ou uma idéia concretista, objetiva-singular. Vagueando pela superfície das matérias, elaborando algo à mais que a simples idéia de reduzir tudo à um átomo. E ainda sendo atômico, atonitante e supersônico.




Uma casa.

Para construir um sonho precisamos de quê?

De uma casinha de tijolos. Dourados.

Não... Cor de tijolinhos de barro. Num terreno de grama, flores na jardineira. Pintada de azul. Da cor do céu. Ou do mar.
Um caminho de pedras, pra não sujar a casa.

Uma caixinha de correio, pra receber as cartas de amigos.

Uma lagoazinha ao lado, de onde se pode ver os peixes sob a água límpida onde os patos fazem suas estrepulias entre as Vitórias-Régias regadas a sapos, rãs e pererecas.

Então a lagoa é grande, como todo sonho deve ser.

Mas voltando à casinha.

Portas e batente de madeira regional do mundo dos sonhos mesmo. É mais barato...

Brisa esvoaçando os enfeites artesanais feitos por entes queridos e samambaias cabeludas.

Um regador (adoro regadores). E um rastelo, para trabalhos de manutenção.

Uma plaquinha de bem-vindo, a você. Afinal. É muito bem vindo a este sonho.

Dia ou noite. De dia, Sol radiante, com nuvens com formatos de doçuras

E de noite: Dim, dim, dim, raio de Lua...

Agora só falta alguém...

Quem será?

<$Davi Maroto$> [9:09 AM]

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[ Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006 ]

 
As pedras vão rolar!!! Copacabana, aqui vou eu!!! (espero...)

You Can't Always Get What You Want (tradução)
(The Rolling Stones)

Você não pode ter sempre o que quer

Eu a vi hoje em uma recepção
Uma taça de vinho em sua mão
Eu soube que ela encontraria sua conexão
Aos seus pés estava seu homem livre

Não, você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
E se você tentar, algum dia você encontra
Você encontra o que precisa

Eu a vi hoje em uma recepção
Uma taça de vinho em sua mão
Eu soube que ela estava indo encontrar sua conexão
Aos seus pés estava seu homem livre

Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes você pode encontrar
Você encontra o que precisa

Oh! sim, hei hei hei oh...

Eu afundei até a prova
Para levar minha justa parte de injúrias
Cantando, "Nós iremos aliviar nossa frustração
Se não aliviarmos, iremos queimar um fusível de 50amp"
Cante para mim agora...

Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes você pode encontrar
Você encontra o que precisa
Oh baby, sim, sim...

Fui até a farmácia Chelsea
Para pegar sua receita
Eu estava de pé na fila com o Sr. Jimmy
E nossa! , ele parecia bastante doente
Nós decidimos que tomaríamos uma "gasosa"
Meu sabor preferido, cereja vermelha
Eu cantei minha canção para o Sr. Jimmy
Sim, e ele disse uma palavra para mim, e a palavra foi "morto"
Eu disse a ele

Você não pode ter sempre o que quer, não!
Você não pode ter sempre o que quer (diga baby)
Você não pode ter sempre o que quer (não)
Mas se você tentar algumas vezes você pode encontrar
Você encontra o que precisa
Oh sim!

Você consegue o que precisa-sim, oh baby!
Oh sim!

Eu a vi hoje em uma recepção
Em sua taça estava um homem sangrando
Ela era profissional na arte da decepção
Bem, eu pude falar para suas mãos sujas de sangue

Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Você não pode ter sempre o que quer
Mas se você tentar algumas vezes você quase pode encontrar
Você quase pode encontrar
Você encontra o que precisa
<$Davi Maroto$> [11:06 AM]

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[ Segunda-feira, Janeiro 30, 2006 ]

 
LOUCURAS DE SEGUNDO ANDAR.


Certo dia havia um homem que buscando pela essência máxima do raciocínio primitivo de instintos, notou um extinto e sucinto modo de vê-lo. Dentro de si próprio.
Nesse instante ficou cara-a-cara com o bicho.

Tentou então falar.

Mas não adiantou. A troca era vã.

Resolveu cortejá-lo. Deu-lhe um dicionário.

O barbudo ser idealizado fazedor de grunhidos pegou, olhou, folheou o livro e sorriu.

O homem se sentiu realizado e encheu o peito. Nesse momento recebeu na cabeça. O livro.

A estranha figura riu.

Então, lembrando-se que além de não saber hablar, concluiu que o bicho não sabia ler. Então se pôs a gargalhar.


Nesse mesmo instante veio de um canto escuro, uma outra imagem. Era meio robô, meio ciborgue. Olhou para os dois e se pôs a chorar.


<$Davi Maroto$> [9:06 PM]

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[ Sexta-feira, Janeiro 27, 2006 ]

 
Sinal Fechado
(Composição: Paulinho da Viola)
Olá, como vai?

Eu vou indo e você, tudo bem?

Tudo bem eu vou indo correndo

Pegar meu lugar no futuro, e você?

Tudo bem, eu vou indo em busca

De um sono tranqüilo, quem sabe ...

Quanto tempo... pois, é...

Quanto tempo...

Me perdoe a pressa

É a alma dos nossos negócios

Oh! Não tem de quê

Eu também só ando a cem

Quando é que você telefona?

Precisamos nos ver por aí

Pra semana, prometo talvez nos vejamos

Quem sabe?

Quanto tempo... pois, é... (pois é... quanto tempo...)

Tanta coisa que eu tinha a dizer

Mas eu sumi na poeira das ruas

Eu também tenho algo a dizer

Mas me foge a lembrança

Por favor, telefone, eu preciso

Beber alguma coisa, rapidamente

Pra semana

O sinal ...

Eu espero você

Vai abrir...

Por favor, não esqueça,

Adeus...


Até o fim


<$Davi Maroto$> [2:40 AM]

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[ Quarta-feira, Janeiro 04, 2006 ]

 
La cucaracha...

La cucaracha...

Tome cuidado com a sandália de borracha...
<$Davi Maroto$> [12:25 AM]

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[ Terça-feira, Janeiro 03, 2006 ]

 
Ah. Vai se foder!!!
Quer o quê de mim?


Sou inocente, cê não sente?
Não tô limpo, tô num limbo.

Lindo.

Indo.


Ah!!!Vai tomar no cú!!!


Nunca fui "Ubú".

Muito menos Rei.

Errei, não minto. Mas jamais acolherei seu intento.

Vejo maldade ao longe...

E você não é monge que eu sei.

Muito embora embriagado pelo ponche, posso perceber.

Ponderando-me em versos tangentes, mudei.

Não uma arriscada verbal do mudo, Mas insisto até você se submeter.

Ceder.


Opa!!!

Mudei.

Mudei, novamente.

Do verbo mudar. Até mesmo antes de você se ligar.

Seu hálito, sua tez., sua palma, sua calma.

Diria que até que depende de mim, sua alma.

Depende.

Não de mim.

Mas por mim, calma alma.

De repente.

Por mim.

Ah...


Palmas, almas calmas.

Ah!!! Vai se foder!!!

<$Davi Maroto$> [6:18 AM]

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[ Sábado, Dezembro 31, 2005 ]

 
Hoje o poeta tosco sentou em sua cadeira de jardim de cerejeiras e constatou sua impregnação do tempo, carcomido pelos cupins.

Hoje o poeta tosco decidiu jogar a cadeira velha fora. E lembrou-se de que quando se sentou estava muito cansado. Cansado de toda as lutas, batalhas e intrigas as quais participou.

Hoje, avidamente o jovem poeta se levantou e começou a andar. Para amanhã.



Choro Bandido
Chico Buarque

Composição: Edu Lobo / Chico Buarque

Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim

Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim

Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons


<$Davi Maroto$> [5:55 PM]

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[ Segunda-feira, Dezembro 26, 2005 ]

 
Ho Ho Ho...


Natal é bom

Prá quem acredita em Papai Noel.
Põe crianças no colo e banca o papel.
Divide a ceia que é incerta e santa.
E tem um calor que espanta

Natal é bom
Eu sempre reflito.
Penso na vida, na família, nos amigos.
E no caminho tortuoso em que viemos e que ainda tanto há a percorrer.

Caminho.

Vida, família, amigos.

Reflito...

Natal é bom.

Que crescam os pinheiros E Saúde à tradição que perpetua nos corações dos que realmente crêem.


SalvadorDali
<$Davi Maroto$> [3:14 AM]

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[ Terça-feira, Dezembro 20, 2005 ]

 
Ide a Mim Dada
(Raul Seixas)

Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
É que eu tô trazendo
A novidade total
Foi feito pra nós

Para o povo em geral
Quem dança comigo a dança do Ide a mim
Vai se viciar, não vai querer mais sair
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
Nem de vitória,
Nem de derrota eu falei
Tudo o que eu quero é ouvir o povo a cantar
Pra consciência é que eu não posso mentir
Pois meu travesseiro não me deixa dormir

I might go my way
I might go my way
I might go my way

I might go my way
I might go my way
I might go my way
I might go my way

I might go my way
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará
Que eu quero outra também
Ide a mim, Dada
Vinde a mim, neném
Bate uma, xará

Que eu quero outra também
<$Davi Maroto$> [12:14 AM]

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[ Segunda-feira, Dezembro 19, 2005 ]

 
SOCORRO
(Arnaldo Antunes)

Socorro, nao estou sentindo
Nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Nao vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo
Que penada,
Me empreste suas penas
Ja nao sinto amor nem dor,
Ja nao sinto nada
Socorro, alguem me de um
Coracao,
Que esse ja nao bate nem apanha
Por favor, uma emocao pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva
Socorro, alguma rua que me
De sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento,
Encruzilhada,
Socorro, eu ja nao sinto nada
Socorro, nao estou sentindo
Nada
Nem medo, nem calor, nem fogo,
Nem vontade de chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo
Que penada,
Me empreste suas penas
Ja nao sinto amor nem dor,
Ja nao sinto nada
Socorro, alguem me de um
Coracao,
Que esse ja nao bate nem apanha,
Por favor, uma emocao pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos , deve ter
Algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos, deve ter
Algum que sirva
<$Davi Maroto$> [2:55 PM]

manifeste-se :

[ Sexta-feira, Dezembro 16, 2005 ]

 


Tudo muda tão depressa. Astrológicamente seu destino muda a cada quatro minutos.
Pelos números um minuto muda... A cada 60 segs.?

Mas mudando de assunto.

Está um dia lindo!!! Vou lá fora pegar mamão. Tem manga, pitanga, chocolate.
-Chocolate?
-Choco é o nome do cachorro.
Xiii...





Vejam!!! Árvorezinhas.






<$Davi Maroto$> [4:04 PM]

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[ Quarta-feira, Dezembro 07, 2005 ]

 
Pelas costas



Vejo muitas coisas.

Pessoas e situações.

Confesso que muitas vezes me a cânhamo.

Constantemente presencio saias justas e calças curtas.

Vacas campeãs, brejeiras e gripadas.

Touros e bois.

Peões e manilhas.

Ensaiando tropeços, debruço-me sobre todos os abismos.


Eia!!!

Vamos lá. Queima a palha e o tronco, mas permanecem as raízes.

Rezemos para que estejam prontas para a poda.

Realizando a obra da colheita e do plantio. Que vezes e outrora foram empestadas pelas pragas e tempestuosas turbulências.

Oremos pelos oblíquos singelos momentos.

E pelo antiquado e incrédulo fomento.

<$Davi Maroto$> [2:38 AM]

manifeste-se :

[ Quarta-feira, Novembro 30, 2005 ]

 
Muito calor. Muita chuva. Isso abala as estruturas...

Como são as coisas, não? Há épocas em que lamentamos ter tempo livre, não estar fazendo nada, não ter compromissos e tudo mais. Curioso é que tem as épocas que lamentamos exatamente o oposto.
Momentos em que pensamos isso sobre aquilo e depois mudamos de idéia sem nenhuma grande reflexão.Eis então a grande reflexão. O que nos faz mudar de idéia? O que é cogitado num setting?
Técnica?
Feeling?
Cores, sons e mágica?
Dinheiro, poder e lógicas?
Libras pesam mais que chumbo?
Dólares mais que prata?
Amor mais que mágoa?

Sei que ... Continuo a aprender. E que nada sei.

Perdão Você
(Marisa Monte)
l
Cores imagens
Cores imagens
Cores imagens
Cores

Originais
As flores
Demais
As cores
E mais amores
Não me ensina a morrer
Que eu não quero
Há diferença abstinente

No prosseguir da gente
Sei que a tendência
Anda nas frestas
No decidir da mente
É como se perder de deus
E eu não quero

Eu não quero perder
Eu não quero te perder
Perdão você


<$Davi Maroto$> [2:43 AM]

manifeste-se :

[ Segunda-feira, Novembro 21, 2005 ]

 
Pequena observação a um texto anterior:
Ainda bem que levei meu guarda chuva. E casaquinho e mochilão.
Foram-me muito úteis atualmente.
Pois é. As coisas finalmente parecem começar a se transpor em uma aparência particularmente agradável.

Nem tudo são flores.
Por isso as aparências são podres.

Viva a vida.

Viva as flores.

Viva todos os jardins, por pior que possam parecer.

Sempre estarão prontos.

Para semear.

<$Davi Maroto$> [2:36 AM]

manifeste-se :

[ Sábado, Novembro 19, 2005 ]

 
Quantas são as possibilidades de um homem. Ou de um caminho.

Tribunal De Causas Realmente Pequenas
(Pato Fu)

Composição: John/Fernanda Takai

Você pensa que faz o que quer
Não faz
E que quer fazer o que faz
Não quer
Tá pensando que DEUS vais ajudar
Não vai
Que que há males que vêm para o bem
Não vêm
Você acha que ela há de voltar
Não há
Que que ao menos alguém vais escapar
Ninguém

Paro pra pensar
Mas não penso mais
De um minuto
Sem pensar em alguém
Que não pára pra pensar em ninguém

Você acha que eu tenho demais
Robei
Você acha que eu sou capaz
Matei
<$Davi Maroto$> [1:19 AM]

manifeste-se :

[ Quarta-feira, Novembro 09, 2005 ]

 
Hoje não tem música. Não tem poesia, nem fotos, nem cigarros, nem piadas, nem lamentações.
Hoje tenho que me lembrar quem sou. Quem somos. Onde estive. Oque fiz. Oque espero de vc, do mundo e de mim.

E oque espero.

Godot, garfo, gorfo?
Cais, caos, ilha, golfo.
Golfinho, piranha, polvo.
Ou tudo isso, de novo.

Ah, se meus remos virassem asas. E o mar virasse praças, teria meu nariz para animar o povo.

<$Davi Maroto$> [4:34 PM]

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[ Quinta-feira, Outubro 27, 2005 ]

 
Conheci Zeca Baleiro pessoalmente. E ele acendeu o meu cigarro. E me ascendeu.
Me escreveu: "Davi, venceremos o Golias".
Tive uma sorte danada... Por haver umas máquinas por perto.

Cachorro Doido
(Zeca Baleiro)

Essa é a noite do cachorro doido
Fina fera, magro bicho
Olho duro, espessa baba
Latindo pra lua o seu capricho
Essa é a noite do poeta torto
Flor de Lotus na sarjeta
Sem lua, musa ou Deus que o guarde
Pulando a janela do contexto
Só a noite é que sabe que a vida não tem jeito
Que pro escuro de um poema
Qualquer ganido é bom pretexto
Qualquer ganido é bom pretexto
Qualquer ganido é bom.

"Posso perder minha mulher, minha mãe
desde que eu tenha o meu Rock'n'Roll"


(Para ouvir clique aqui pressionando shift)

<$Davi Maroto$> [3:52 AM]

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[ Quinta-feira, Outubro 20, 2005 ]

 
Ouvi o cd do Wandi. O cara do Bem Brasil... Oi, oi, oi...
Do caramba.
Tio de um amigo meu.E colega de faculdade da minha mãe.
Mas não é por isso.
A parada é da boa mesmo.

Fio Da Navalha
by Wandi Doratiotto

Venho levando a vida no fio da navalha
Parece mandinga uma coisa que espalha
Parece que um trem vem bufando por trás de mim

Saio pisando cedo na mesma sandália
Vivendo de bico, consertando calha
Pedindo pra chuva cair sem parar por aí

Nada de devaneio, é um olho por olho
Um dente por dente, a barba de molho
Fingindo inocente pra não desandar, prosseguir

Mas meu amigo eu digo, o que eu não consigo
É me ver caído, é perder a mão, não, não!
Nada que justifique eu ter um chilique
Ficar sem pique ou virar ladrão, eu não!

Pois lá no fundo algo me diz
Que serei feliz, feliz
Pois lá no fundo algo me diz
Que serei feliz, bem feliz!

<$Davi Maroto$> [1:53 AM]

manifeste-se :

 
Nada como um dia após o outro. Há dias em que temos sorte no jogo. Outros no amor. Alguns dias nos dois, outros nenhum. Ontem estava preocupadíssimo com o dia de hoje. Hoje estou ansioso e otimista para o dia de amanhã. Às vezes perdemos para ganhar. Às vezes ganhamos e mais. Outras, menos. Pura perda. Mas os dias passam. E isso que nos faz (ou deveria nos fazer) olhar o Sol nascer. Ou se pôr. Semanas, meses. Anos. As árvores crescendo, as flores brotando, as ondas no mar. A nova novela. Gente!

As pedras.

Ai.

Amigos e as situações diversas desde a última conversa, Filmes que vi no dia errado, livros que li na época errada, Coisas que fiz na geração errada. E todas as coisas, que vivemos sem errata. Deixa pra depois.

Deixa pra agora

Deixa pra lá.

Deixa, não.

Não.

Não?

Ã?

Não, sim.

Sim!!!

Sim, mexa.

Mexa pra lá.

Mexa pra cá.

Mexa agora.

Mexa mega, hãn, hãn?

Mexa, mexericando mexilhão no fundo do mar. Suba para respirar, escalar muros, morros, montanhas. Voe, então. E vá o mais alto que puder. Depois vá além. E além. Então volte para descansar os pés na corrente água do rio. Curta os peixes, que fazem cócegas na sola dos pés. Role na grama. Ria da grana e dos afortunados cruéis. Se benza em todas as cruzes que encontrar. Ouça as músicas de todos os lugares. Nos lugares. Suba decidas e desça somente se puder voltar. Entre em contato com os nativos. E com estrangeiros. Depois.
Ah. Sei lá.Depois faz qualquer coisa.
Legal, né?
Pois é.


*doc desnecessário:
Hoje estreei com meu grupo de teatro de rua. Deu tudo muito além do esperado. Depois só notícias boas. Depois o coringão ganhou. Melhor eu me preparar. Vou levar guarda-chuva e casaquinho. Água e vinho. Céu e chão. Salsicha.

Sefilis não é bão. Mas não mata.

Acho que não estou tão dodói ultimamente. E não foi meu terapeuta.
Às vezes esqueço-me de que estou vivo, esqueço-me que tenho uma ferramenta completa. Às vezes esqueço-me de comer, beber, respirar. Às vezes esqueço... Que... o... ...

Que tenho que dormir.

<$Davi Maroto$> [1:12 AM]

manifeste-se :

[ Quarta-feira, Outubro 19, 2005 ]

 
Amanhã tem espetáculo!!!

(Música de abertura do grupo SAPPO de teatro de rua.)

Vamos minha gente
Hoje tem apresentação
O grupo SAPPO vai
começar sua função

Sentados ou de pé
Todos vão se acomodar
Veja como é
O SAPPO vai se presentar

Sorrisos, alegria, peripécias na praça
E o "Ó" o que que é?
Outras coisas mais

Venham, venham ver
Pode se sentar
Pode rir
Então participar


<$Davi Maroto$> [1:18 AM]

manifeste-se :

 
"E lá se vai mais um dia..."

A garoa cai na noite escura. Somente as luzes dos postes e do bar em frente a minha casa.
A fumaça, produzida por mim, sobe desenhando formas nas nuances da luminosidade.
Que bela cena. Comecei então a refletir sobre a peça da qual fazemos parte. E que individualmente somos protagonistas da parte que nos cabe. Determinando seu tom e sua direção.
Acho que tenho sido radical demais em alguns aspectos. Estou farto dessa tragédia grega. Quero as cores e irreverência das comédias dell'arte. A sinuosidade dos caminhos da arteprépósmodernacontemporânea. Os amores elizabetanos. Ah, os amores elizabetanos.
Desejo ardentemente ter a tranqüilidade de esperar Godot, nos altos e baixos de Gil Vicente. Em tempestades Shakespearianas, dividindo a água com Brecht sem saber se virá o futurismo ou absurdo. Quero ser mais Pam. Ser mais Hamlet. Ser o Max. Nonô.
Ah, não quero virar barata. Nem pó, nem merda.
Sobra esse lirismo dos clows, que me molha à noite meu travesseiro, leito de meus sonhos mais quixotescos.

Quem me dera ao menos uma vez. Uma só vez.

Acordar. A ver que não tinha sido

somente mais um

sonho.

<$Davi Maroto$> [1:01 AM]

manifeste-se :

[ Quarta-feira, Outubro 12, 2005 ]

 
Estou muito preocupado.

conflito down em mim
<$Davi Maroto$> [7:34 PM]

manifeste-se :

 
Será que vai chover?

Relâmpagos. Trovões. Parece que vem uma tempestade por aí.
De uma cadeira branca de plástico vejo o mundo lá fora. E começo a imaginar nas tantas pessoas que estão lá, debaixo de chuva. Da chuva ácida e torrencial, que nem rega, nem cultiva as plantações. Que eles não têm.
Começa a chover agora aqui. No meu local propriamente.
Está apertando. Lembro-me das muitas chuvas de que corri por aí. E me levaram a lugares dos mais sortidos, seletos, inusitados. Pontos, toldos, lojas, livrarias, pontes e botecos. Conversas, pessoas, ônibus e vidas que serviram de presente pra mim, embora pretérito no momento impreciso, mas datado.

O vento sopra suave, atravessando a casa toda. Batendo como asas as portas remetem aos inimagináveis e possíveis lugares distantes e especulativos de onde, por ventura veio aquele vento. Ou ainda avante. Para onde ele se destina.

Curioso. Parou de chover por ora. Parou o vento.

Talvez só chova mais tarde.

Pode ser que nem chova mais. Mas mesmo assim vou fechar as portas e janelas.

Agora me volto a pensar. Onde foi chover aquela chuva que não era minha. Não posso negar que me sinto um pouco enciumado e com o orgulho ferido da dita cuja para qual fiz tantos planos.

...........................................

Não choveu, não saí, não me molhei. Então dormi. E voltei no dia seguinte para registrar isso. A chuva que não choveu. Mas que intimidou e foi desabar em outro lugar. Os lugares que ela não me levou dessa vez. Não me levou. Não dessa vez. Mas que me surpreenderá em muitas vias. Levarei o guarda chuva. Continuarei a procurar alguém que seque meu cabelo. E me faça um chá. Um cafuné. Massagem no pé. E me acompanhe no momento em que o inóspito mundo sem chuva torna-se um campo florido de flores, magia, sons e sonhos. Boa noite e até amanhã.



Fera Ferida
(Caetano Veloso)

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Para ouvir clique aqui

<$Davi Maroto$> [1:48 AM]

manifeste-se :

[ Sexta-feira, Outubro 07, 2005 ]

 

The meditative rose - Salvador Dalí.

Alívio Imediato
(Engenheiros do Hawaii)

o melhor esconderijo
a maior escuridão
já não servem de abrigo
já não dão proteção
a Líbia bombardeada
a libido e o vírus
o poder, o pudor
os lábios e o batom

que a chuva caia
como uma luva
um dilúvio
um delírio
que a chuva traga
alívio imediato

que a noite caia
de repente caia
tão demente
quanto um raio
que a noite traga
alívio imediato

há espaço pra todos
há um imenso vazio
nesse espelho quebrado
por alguém que partiu
a noite cai
de alturas impossíveis
e quebra o silêncio
e parte o coração

há um muro de concreto
entre nossos lábios
há um muro de Berlim
dentro de mim
tudo se divide
todos se separam
duas Alemanhas
duas Coréias
tudo se divide
todos se separam

Para ouvir clique aqui

<$Davi Maroto$> [5:26 PM]

manifeste-se :

[ Quinta-feira, Outubro 06, 2005 ]

 
Cigarro
(Zeca Baleiro)

A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver meu bem
Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?
Dias vão, dias vem, uns em vão, outros nem...
Quem saberá a cura do meu coração senão eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
O amor é pedra no abismo
A meio passo entre o mal e o bem
Com meus botões a noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?
Dias vão, dias vem, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração senão eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu

Para ouvir clique aqui

<$Davi Maroto$> [12:23 AM]

manifeste-se :

[ Quarta-feira, Outubro 05, 2005 ]

 
O idiota ao redor. Caído no asfalto.

Pois é Zeca. Embora seja Baleiro, lamento não haver sobrado balas para mim.

Saudações, reflexões minhas. Há quanto tempo...

Acabou a poesia, embora ainda tenha. Só não tem o meu número. Pena.

Cores novas, canções também. Novas caras, novos trabalhos, novas frases. Só a dor continua a mesma.

Tem algumas coisas antigas aqui. De quando havia um pouco do que achei que achei que achei que tinha achado...




"Surtindo efeito raro

Dissipo-me em areias ampulhetadas


Bailando o ar sereno

Limpo

Leve


Em meio ao oceano azul e negro

A boiar suave

levado pela maré

O horizonte é vasto

e sorteia-nos com suas inúmeras

possibilidades


A vida é essa dádiva esquisita e complicada

Que mareia as manhãs de compaixão,

assereia e assevera ingratas provas e lições.


A vida é uma escola onde o que nos espera

é ao sinal da última aula." (D.M.)

UMA DECLARAÇÃO A MIM.


Minha vida é assim, desse jeito bagunçado.

Nunca soube bem o que fazer com ela.

Mas fui vivendo, vendo, indo.

Às vezes paro. Às vezes olho.

Muitas vezes me perco, mas sempre acabo me encontrando.

Sempre fui assim, compulsivo, desastrado, desajeitado com as palavras, com os medos, enfim.

Sei lá se ainda te assusto com meus demônios.
Sempre fui dúbio, mas normal. Embora esquisito e maldito.

Minhas ambições na vida são poucas e todas.

Quero amigos, amor e ser feliz.

E se possível, melhorar um pouco esse lugar que habitamos.

Quero você, que sou eu. E que ninguém melhor do que eu para sê-lo.
Selo aqui minha demonstração egocêntrica-narcisista, ou não, de meu amor a mim mesmo.

Amo a ti, também, próximo. Que se aproxima.

Que desce e sobe as esquinas da vida.
Amo o Amor, pois todos os caminhos levam a ROMA.

Não sei se vou para um céu ou inferno. Nem sei sequer se estes coabitam nosso pobre e materialista plano de realidade. Mas caso for, quero ir andando, passo a passo. A cada tropeço, a cada momento, instante. Entrega e desprezo.

A qualquer preço.

Despeço-me com um gosto do mais verde limão.

Saúdo-te com a mais deliciosa mordida numa suculenta maçã.

E beijo-te.

Com o gosto único e terno que só um beijo tem. (D.M)



"Seu jeito.

Seu jeito me admira.

Me ajusta à mira que me faz alvo, arqueiro e flecha.

Sua seta me conduz ao meu próprio interior. Onde sou estrangeiro.

Sua lucidez me embriaga de tanta beleza e anseios.

Certezas e receios.

Serena ênfase no terreno.

Seu amor me adoece e cura, me ilumina e empalidece, ocultando-se numa loucura que nunca ousei viver.

Coragem não é não ter medo. É ter o desejo maior que o medo.

E tenho o medo maior que meu peito, mas meus desejos cruzam os céus como aviões terroristas.

Quero viver isso sempre. Ou quando puder. Com ou sem você. Como senti sua falta em tantos momentos difíceis.

Alma minha. Como pude abandoná-la. Deixar suas migalhas e farrapos em tantos bares, salas, camas.

Corpo meu. Abraça-me nesse suave arranjo de trocado de notas que sobraram...
Esqueço-me que é uma máquina quase perfeita, mas tem de ser feita sua manutenção ao tempo do livre arbítrio. Ao tempo das ondas. Ao tempo do pulso, do coração.

Alma...

Coração, pulmão, mãos. Olhos, boca. Nariz. Te desejo com tudo isso.

Calma.

A vontade é de viver, não de correr.

Quem corre muito não aprende a voar.

Não aprende a viver.

Não aprende.

Não.

N.

."

(D.M.)


<$Davi Maroto$> [11:52 PM]

manifeste-se :

[ Sexta-feira, Setembro 02, 2005 ]

 
PLAY THE GAME


- Ê, Raimundo. Se deu bem, heim?
Tá aprendendo a jogar xadrez!!!

- É que o jogo da velha a gente já sabe no que vai dar. No jogo de damas, nóis come sempre as mesmas peça.
Jogo de dados, então. Só dá, da, da, da... E não ganha nunca.
Pelo menos nesse jogo, nóis tem os bispo pra fudê, os cavalo pra tergiversar, o rei pra pressioná, a rainha pra disarmá e as torres pra tangenciá.

- E os pião, Raimundo? I us pião?

- Os pião, truta. Às vezes ganha o jogo... Xeque.

- Mate?

- Com açúcar, please.

- Permita-me.

- O que fode é o jogo de dominó. Cai uma peça e todas se vão.

-Jogo de dominó pode ser um problema.

- Preciso parar de jogar dominó.

- E se o agudo virar circunflexo?

- Se virar circunflexo todo mundo vai julgar.

- Aí cai o véu. O véu é como papel.

- O papel é um "B.O.". Assume?

- Assumo.

- A partir de agora, você é réu, aceita o papel.?

- Hum... Aceito.

- Olha que tu vai pro beleléu.

- Nunca acreditei em Papai Noel.

- Bela analogia.

- Analógico ou digital?

- Digital.

- Digital. Viva a tecnologia globalizada. Me dê o dedo.

- Mas assim você me incrimina!!!

- Mas é esse o crime.

-Creme???

- Crime, Understand me?

- Yes, of course. Cream with cherry. Or better, an apple. Do you have banana?

- Yes, we have Banana. Banana prá dar e vender.

- Então dá banana pra todos.

- Então toma banana fela da puta.!!!!!!!!!!!!!!!!


Palco
letra e música: Gilberto Gil


Subo nesse palco
Minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê
De bebê
Minha aura clara
Só quem é clarividente pode ver
Pode ver

Trago a minha banda
Só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor
Dar valor
Vale quanto pesa
Pra quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor

Fogo eterno pra afugentar
O inferno pra outro lugar
Fogo eterno pra consumir
O inferno fora daqui

Venho para a festa
Sei que muitos têm na testa
O deus Sol como um sinal
Um sinal
Eu, como devoto
Trago um cesto de alegrias de quintal
De quintal

Há também um cântaro
Quem manda é a deusa Música
Pedindo pra deixar
Pra deixar
Derramar o bálsamo
Fazer o canto cântaro cantar
Lalaiá

Fogo eterno pra afugentar
O inferno pra outro lugar
Fogo eterno pra consumir
O inferno fora daqui

Para ouvir clique aqui
<$Davi Maroto$> [3:03 PM]